Autismo Leve É Mais Difícil do Que Você Pensa – Negação, Aceitação e Tratamento

Sempre que eu escrevo qualquer coisa sobre autismo o meu inbox enche de mães que se identificam e de mães pedindo ajuda (podem continuar fazendo, eu gosto de ajudar). Uma dessas mães me procurou outro dia, mas para falar da irmã de 7 anos, diagnosticada com autismo leve.

Eric foi diagnosticado com autismo leve. Teria sido diagnosticado com Asperger mas desde 2013 a denominação “Síndrome de Asperger” não é mais utilizada, então todos os Aspergers agora são classificados com autismo leve. O termo mais correto hoje em dia é Desordem do Espectro Autista de Nível 1. O nível 1 é o autismo leve e existem também os níveis de severidade 2 e 3.

O que é o autismo leve?
O autismo leve (ou de nível 1) é caracterizado por dificuldades significativas na interação social e na comunicação. O autista leve é altamente funcional e considerado aquele que um dia vai ter uma vida “normal” e independente. Vai casar, ter filhos, fazer faculdade se for da vontade da pessoa, pois as barreiras que o autismo traz não impedem o desenvolvimento pessoal e social da pessoa, apenas os dificultam. É aquela pessoa que só de você olhar não diz que tem autismo. É aquele que quando você conta sobre o autismo, as pessoas até acham que é mentira.



Mas nós, mães de “autistas leves” sabemos o quanto é difícil conseguir o diagnóstico quando o autismo não é tão óbvio assim. O quanto as pessoas acham que estamos mentindo, que nos olham torto achando que estamos inventando, que nossos filhos não têm nada. Óbvio, essas pessoas não convivem com nossos filhos no dia a dia e não vêem as guerras diárias que enfrentamos.

Nós, mães de autistas leves, temos que convencer o tempo todo os outros que nossos filhos têm autismo, o que é MUITO chato porque é algo totalmente desnecessário, que não deveria existir nas nossas preocupações e uma batalha que não precisamos. Afinal de conta nós conhecemos os nossos filhos muito bem e não estamos inventando nada. Afinal os profissionais que diagnosticaram nossos filhos não estão loucos, eles estudaram para isso, então se nossos filhos têm o diagnóstico de autismo leve CONFIE no diagnóstico.

Para mim foi o fim ouvir de uma pessoa que fulaninha (uma pessoa famosa do Instagram) queria aparecer porque a filha não apresentava autismo. Como assim??? Desde quando autismo vem estampado na testa de alguém? Na mesma hora eu falei que o meu filho era autista e que não era tão óbvio assim, não era tão aparente assim.

Uma das piores coisas, para mim, é ouvir “nossa, seu filho não parece ser nada” – esse tipo de comentário não ajuda, aliás, atrapalha muito. Pois eu mesma já lutei contra esse tipo de pensamento vindo de mim mesma. Eu me recusava a aceitar que o meu filho era autista. Eu pensava assim o tempo todo. Acredito que toda mãe de autista leve passe por esse tipo de negação no início, já que não é tão óbvio assim quando o grau de autismo é bem leve.

É nesse ponto que eu queria chegar com vocês. Por não parecer tão óbvio, o diagnóstico é difícil e por não parecer tão óbvio alguns pais deixam para lá e não correm atrás do diagnóstico e isso pode ser perigoso.

Agora eu vou voltar a falar da mãe que me procurou para falar da irmã dela de 7 anos. A irmã foi diagnosticada com autismo leve e ela e nem a mãe dela nunca procuraram qualquer tipo de tratamento. Isso é muito comum de acontecer com crianças que são diagnosticadas com autismo leve. Afinal o atraso na fala não é tão grande, afinal os problemas sociais não são tão graves, afinal as dificuldades no dia a dia não são tão ruins assim. Aqui é o ponto que eu quero chegar. Uma vez eu li que precisamos dar uma atenção maior ainda para aquelas crianças que se encontrem no espectro mais leve do autismo, porque quem tem autismo mais severo acaba recebendo (e rápido) um bom tratamento e assim acabam evoluindo. Enquanto que as crianças com autismo leve acabam sendo deixadas de lado porque os pais não acham que precisam de tratamento.

O que aconteceu com essa menina autista? Segundo a irmã dela, ela não só não evoluiu na fala como regrediu. Ela tem 7 anos e não consegue se comunicar. Ela apresenta várias crises por dia e outras questões envolvidas.

O objetivo desse texto é eu conseguir fazer entender para pais de autistas leves que sim, seus filhos precisam de tratamento. Eles podem ter uma vida normal um dia, mas não vão evoluir sem a ajuda de uma equipe especializada de profissionais competentes, que entendam as condições e limitações dos autistas, e que saibam como trabalhar para ajudar essas crianças a se desenvolverem e criar estratégias para lidar com as situações mais difíceis.

Se você desconfia que o seu filho tenha autismo, se desconfiou em qualquer momento da vida dele, procure o diagnóstico. Se ele não tiver nada a equipe multidisciplinar vai dizer que ele não tem nada e pronto, mas se ele tiver alguma coisa o tratamento pode fazer a diferença na vida dele.

Não deixe para lá!

Saiba como eu descobri o autismo do meu filho:

Veja o meu desabafo sobre o autismo leve do meu filho:

E o desabafo do pai:

36 comentários

  1. Joyce comentou

    Adorei a matéria. Parabéns!!!!
    Fiquei com uma dúvida.
    Como e quando vc fez esse diagnostico?
    Quais sintomas fez vc buscar por ajuda?
    Obrigada!!!

  2. Augusto comentou

    Eles precisam de muita atenção mesmo. Tenho uma cliente cujo filho, hoje com 27/28 anos, recebeu o mesmo diagnóstico. Ele se formou em Administração e tirou a carteira de motorista há uns meses, mas o apoio que ela dá é muito grande, é visível como ela ainda é demandada até hoje. Muita força e energia pra vcs!!

  3. Natália comentou

    Adorei a matéria parabéns a primeira vez que realmente tudo que vivemos foi explicado quando temos um filho com autismo leve .???

  4. Carol comentou

    Adorei essa matéria até parece muito com a minha vida ou melhor com a nossa vida tenho um filho de 5 anos diagnosticado assim e se não fosse a ajuda dos profissionais não sei como seria o desenvolvimento dele!! Está está evoluindo muito bem sou muito grata a todos e hj sei q quando ele crescer vai saber se cuidar sozinho.parabéns

  5. Rosana comentou

    Otima matéria,tenho uma filha que está com suspeita de autismo leve. Ela te. 3 anos não fala certo..fala apenas palavras pequenas…e não forma frase,e repete as vezes algumas coisas…como músicas…e nossa fala…mas nada claro… normalmente somente eu entendo o que ela fala.Quando quer algo ela me leva até o que quer e aponta.Nao gosta de brincar com as crianças..não aceita regras e tem crisse para não tomar banho…está difícil um diagnóstico…ela é muito inteligente… E o próprio pai fala que ela não tem.nada…apenas preguiça para falar…ela vive enfileirando tudo o que vê…e tem manias…como só dormi com o mesmo lençol e fronha.Sempre tem que fazer os mesmos caminhos quando sai…e não gosta de comer feijão.

    1. Thaís Cardoso respondeu Rosana

      Olá Rosana, vou te indicar dois textos. Um sobre a fala no autismo: http://mamaetagarela.com/o-desenvolvimento-da-fala-no-autismo/
      O outro onde eu falo como descobri o autismo: http://mamaetagarela.com/como-eu-descobri-o-autismo-precisamos-falar-sobre-o-autismo/

      Acredito que esses dois textos possam ajudar a elucidar as suas questões (e do seu marido também).

      Quanto ao banho, tente dar banho de banheira. Se você não tem banheira em casa compra quela babytub para grandinhos. O problema da maioria dos autistas é o processamento sensorial e água escorrendo no rosto pode incomodar, como na hora de lavar o cabelo.

    2. Petrônio Lima respondeu Rosana

      Olá. Meu filho foi diagnosticado com o autismo leve há 1 ano. Foi muito difícil o diagnóstico, levamos a vários profissionais. Ele tinha exatamente as mesmas características que citou. Persista no seu diagnóstico, consulte outros profissionais, busque os que trabalham com autistas.

    3. Adriano respondeu Rosana

      Com certeza, pelas características, ela é autista leve. Minha dilha é assim.

  6. Bom dia!!!
    Vc pode me dizer qual o tipo de déficit motor, o autismo leve apresenta?

    1. Thaís Cardoso respondeu Karla Costa

      Olá Karla. Apesar de eu ser fisioterapeuta, não tenho especialização em autismo. Mas meu filho foi testado por uma fisioterapeuta e foi dispensado de qualquer tipo de terapia, ele não apresentou nenhum déficit nessa área. Porém, como dizem todos os terapeutas que eu conheci até agora, cada autista é único, diferente do outro. O ideal é fazer uma avaliação com fisioterapeuta sempre.

  7. Neli comentou

    Amei a matéria!!! Tenho uma angústia, como alertar uma mãe que seu filho apresenta traços de autismo, sei que não é fácil… Quero ajudar, mas não sei como… Me ajude!!! Por favor!!!

  8. Petrônio Lima comentou

    Parabéns pela matéria. Tenho filho grau 1 de 4 anos e vc colocou tudo perfeitamente como acontece no dia a dia. O diagnóstico realmente não foi fácil, até conseguirmos notamos uma regressão na fala, que acredito foi o ponto crucial para partimos para psicólogos e especialistas. Hoje com 1 ano de tratamento meu filho é outra pessoa.

    1. Solange respondeu Petrônio Lima

      É seu filho voltou a falar ? O meu acontece igual!

  9. Tatiane comentou

    Meu filho é autista, tbm fico incomoda quando alguém diz que ele não parece ser autista . Pedro tem 05 anos e começamos cedo às intervenções. Ele é um anjo meu presente de Deus e sempre procuro melhorar suas potencialidades . Ele vai longe meu astronauta.

  10. Edileide Baliza comentou

    Boa tarde.
    Minha filha tem 6 anos e sempre suspeitei que ela tivesse autismo, mais como você disse no texto, nunca dei a devida importância por achar leve.
    E tive uma preocupação maior em diagnosticar sua alergia alimentar.
    Queria saber de você que profissional devo procurar pra diagnosticar?
    Quando li a respeito da síndrome de Asperger, ela apresenta quase tudo que é referido.
    Obrigada!

  11. Rita de Cassia Benedictis comentou

    Concordo plenamente com todas as suas colocações. Descobri que alguma coisa estava diferente com o meu filho quando ele tinha 1 anos e dez meses. Ele de repente parou de falar. Achei estranho e procurei ajuda. A princípio um otorrino achando que poderia ser problema com audição. Como não deu nada e o Iago reagiu ao ser examinado com uma espátula na sua garganta passando a ignorar a presença do médico e também sem olhar para ele, ficou no ar que poderia ser outro problema. Busquei junto com a pediatra dele vários profissionais como neurologista, psicólogos, fonoaudiólogos, psiquiatra. Resumindo: mesmo sem um diagnóstico fechado começamos a fazer as terapias, e em oito meses ele voltou a falar e mesmo assim continuamos a batalhar por terapias eficazes. Hoje Iago faz faculdade de designer gráfico. Esta se formando em inglês . É muito independente se locomovendo sozinho pela cidade. Muitas pessoas que o conhecem achando que ele não tem nada. Mas, continuamos com as terapias e trabalhamos com o MSG que é Nucleo de Desenvolvimento Global onde ele faz várias atividades inclusive teatro. O Autismo leve é de difícil diagnóstico mas mesmo sem a certeza o melhor correr atrás o quanto antes pois podemos vencer grandes batalhas.

  12. Olá
    Boa noite , tenho um filho de sete aninhos à dois anos diagnosticado com autismo leve, desde então são muitas minhas dúvidas , medos e incertezas sobre as dificuldades deles alem das dificuldades motoras , a dificuldade de aprendizagem na alfabetização , cores ,formas .
    como posso ajudar para maior sucesso no desenvolvimento do meu filho??

  13. Janaina Borges comentou

    Muito bom o texto! Realmente essa dúvida levantada contra nós pais é muito cruel! Já não basta as nossa próprias dúvidas, questionamentos e incerteza, ainda temos essa grande barreira que é a de provar que nossos filhos tem sim um diagnóstico real.

  14. Solange comentou

    É seu filho voltou a falar ? O meu acontece igual!

  15. Rosa comentou

    Olá. Desconfio q minha filha de 2 anos e meio seja autista. Começou a falar muito cedo , sabia contar até 10 com um ano e meio, andava nas pontas dos pés, não escuta historia, palmas a desesperam, toma.banho aos berros pede p não lavar o cabelo, achei q por ter começado a falar cedo falaria bem, mas sua fala eh um pouco confusa…grita muito por tudo…estou muito preocupada, meus outros dois filhos eram muito diferentes

    1. Rosa respondeu Rosa

      Fala frases q impressionam qualquer um pela precocidade…todo mundo acha lindo, e me orgulho, mas algo aqui dentro de.mim diz, q tem algo errado… :'(… Me ajude por favor, obrigada♡

  16. Fabiana Montanari comentou

    onde encontro os textos que falou no video e o teste. obrigada.

  17. Vanessa comentou

    Olá, meu nome é Vanessa, meu filho Pedro de 5 anos hoje foi diagnosticado com autismo leve a 2anos. Na época eu não sabia o que estava por vir, com a minha inexperiência achei que isso seria fácil. Mais todos em minha volta achava que eu e a Neuro estamos ficando loucas. Mais eu fui contra todos e comecei o tratamento ABA. foi muito difícil, perdi meu emprego pois era corretora de imóveis em uma empresa grande na minha cidade e estava entregando meu TCC .mais iniciei o tratamento logo em seguida que recebemos o laudo. E hoje não me arrependo de nada. Pois meu filho teve uma melhora de ?%. Sou muito grata pois consigo ajudá-lo hoje. Não fui pela cabeça dos outros seguidores o laudo médico, claro com muitas dúvidas e com aqueles pensamentos . Achando que ele não tinha nada.

  18. Marienes comentou

    Ótima matéria estou na luta de dos3 anos eu descofio que meu filho ele é autista até as professoras dizem que ele tem tudo pra ser Áustria ele agora tá com cinco anos eu não tenho diagnóstico ainda

  19. Paula Monteiro comentou

    Olá…
    Meu filho de 8 anos possivelmente tem autismo leve (o médico neurologista disse que sim, mas pediu exames que não pude fazer devido ao alto valor, e estou aguardando pelo sus). Acontece, que em relação a socialização ele está bem, conversa com todo mundo, tem alguns (poucos) amiguinhos na escola. Mas ele tem crises todos os dias, tem medo de tudo e chora muito. Ele costuma por a cabecinha entre os dois joelhos, e fica por horas assim, tentamos conversar, abraçar, acalmar, mas nada resolve. Ele não pode ver uma nuvem no céu que quer se trancar no quarto e chorar muito. Você também passa por alguma coisa parecida? Já tentei muita coisa e queria um conselho…
    Obrigada <3

  20. Simone scapucini comentou

    Concordo!!!
    Tenho gêmeos estão no espectro foram questionados em 2013 e só esta semana começamos com o andamento
    para medicação estão com 12 anos.
    Entrei em conflito com as psiquiatras do CAPS as quais q 2014 diagnosticaram com Infantilização como o comportamento deles estava bem visíveis voltei ao CAPS e exige ima nova avalição com muita insistência ,fui obrigada a ouvir de uma delas “quanto tempo perdido”,como se eu fosse culpada pela omissão.
    Estou muito triste e preocupada…pensando seriamente em abrir um processo contra o estado pela omissão.

  21. Meu filho tem 3 anos,estamos fazendo o diagnóstico ele é um menino inteligente faz pipi e coco sozinho brinca normalmente com carrinhos e Brinquedos no geral mais ele nao consegue pronunciar as palavras.
    Quando esta muito alegre ele pula .
    E naao gosta de lavar o cabelo.

  22. Mari comentou

    Boa tarde, adorei sua página, sou mãe de gêmeos, portadores da Síndrome do Espectro Autista leve, durante quase 05 anos, não ouvi a voz, dos meus filhos pois não haviam desenvolvido a linguagem. Hoje já fazem 06 meses que o Alexandre está falando como uma criança de 02 anos, agora o gêmeo o Alexsandro, está difícil de se comunicar, não aprendeu a falar ainda e quando não compreendo o que ele quer fica extremamente irritado, ele arranca os cabelos pra comer, eu já não sei o que é dormir pois mesmo com o uso do rispiridona, e nossas terapias semanais eles dormem muito pouco, a alimentação é seletiva um come, e o outro só vive de líquidos…O Alexandre é forte mas vive de líquidos, o Alexsandro se alimenta mais vezes porém a comunicação é através de gestos ..Ambos vão na escola porém só um consegue desenvolver algumas atividades, o Alexandre gosta de jogos de xadrez, dominó e quebra cabeças, o Alexsandro gosta de fotografar e ver vídeos do Bob esponja em english…
    Adorei sua página pois vejo como um grande apoio a nós que somos mães de filhos especiais.

  23. Gleide selma comentou

    Tbm tenho um filho adolescente com autismo leve q ama gravar video e tira fotos queria muito investir nisso mas aqui onde moro não temos curso de fotografia

    1. GLAYSIMAR PEREIRA DOS SANTOS respondeu Gleide selma

      Compra uma câmera e estude pelo you tube tem muitas dicas e cursos por lá.
      Invista nele…
      Boa sorte

  24. Ana Maria Macêdo Félix comentou

    Eu tenho um filho com Autismo leve faz trinta dias que recebi o diagnóstico, já estou em busca de ajuda, pra ele.Gostaria que você enviasse mais informações sobre o problema,ainda estou muito perdida.

  25. Elisângela comentou

    Eu mim mim vi neste testo ,perfeito é exatamente deste jeito tenho um filho de 11 anos e desde que ele era pequeno sempre percebi algo muito estranho nele mais logo tirava isso da minha cabeça, sempre repetia que era uma fase que ele logo iria mudar, a escola desde de os 7 anos de idade que mim chama pra falar a respeito dele e eu sempre tirava isso da minha cabeça e da deles tbm ,mais quando ele fez 9 anos a psicopedagoga da escola falou que ele era autista, fiquei em choque e tbm não quis novamente acreditar ,so agora ele com 11 anos que percebi que não há o que mudar fui estudar ler tudo sobre autismo tudo batia com o jeito que ele é chorei tanto ainda choro agora estou na corrida contra o tempo,ja levei ele na psicóloga ,ja fiz alguns exames agora estou na luta para marcar o Neuropediatria.

  26. Tatiana Cândida Braga comentou

    Eu me identifiquei com o texto, pois meu filho é autista leve. Quem não convive não entende porque ele precisa de ajuda. Nunca notei atraso na fala, mas levei numa fono, só para ouvir a opinião profissional. Se ela avaliou e disse que ele não precisa de fono, aí sim.
    Estou levando numa psicopedagoga. Ela já disse que ele nem precisa, pois não tem atraso cognitivo. Mas continua com ele para me ajudar a enfrentar um assunto na escola.
    Por causa do perfeccionismo exagerado, raramente ele consegue copiar do quadro. É muito lento para quase tudo. A professora de apoio está tomando todas as medidas necessárias e adaptando o que ele precisa.
    Só que na hora da prova ele mostra seu potencial. principalmente na matemática. Porém, a professora regente não consegue entender como uma criança que necessita de atenção especial consiga se dar tão bem.
    Ele já teve até que fazer prova extra, na sala da supervisão, porque a professora estava achando que a apoio manipulou as respostas. Pode?

  27. Márcia Medeiros Crestani comentou

    Oi, adorei essa matéria, tenho um filho de 14 anos e desde os 7 estamos na luta por um diagnóstico correto que só veio aos 12anos, autismo leve, já tomava medicação e continuou a tomar, agora tirei todas as medições e estou tratando com sessões de psicologia, mas penso se estou certa , se não estou prejudicando ele, por favor me dê uma luz. Obrigada

  28. Maria Célia comentou

    Tenho um rapaz de 15 anos que foi diagnosticado com 2 anos e meio embora eu tenha percebido com 1 ano e 8 meses mas a pediatra não aceitava minhas suspeitas.
    Sem dúvida o “leve” não é tão leve assim. Só nós sabemos!
    Mas sigamos! Um dia de cada vez!

  29. Patrícia comentou

    Ola meu filho tem 2 anos e 3 meses diagnóstico autista ele não quer tomar banho e ir ao banheiro não sei mais o q fazer me ajude me sugere alguma coisa para melhorar isso

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